O alfa e o sistema de punições e recompensas

Bismarck discorre sobre um sistema de utilidade indispensável na lida com as  mulheres 

O sistema de punições e recompensas é uma ferramenta amplamente utilizada para obrigar seres humanos a terem determinados comportamentos, tidos como vantajosos ou apropriados, por quem utiliza esse sistema. Funciona da seguinte forma: se alguém faz algo que você quer ou que você gosta, você a recompensa para que ela continue fazendo. Ao contrário, se ela faz algo que te desagrada ou incomoda, você a pune para obrigá-la a deixar de agir daquele jeito. Todos utilizam esse sistema. Os pais, para educar os filhos; as leis, para obrigar os cidadãos a respeitarem seus ditames; as empresas, para forçar os trabalhadores a seguirem as normas; os políticos, para conseguirem cargos e verbas; as mulheres, para conquistar vários privilégios, assim por diante.

Entretanto, em se tratando das relações afetivas entre homens e mulheres, esse sistema é completamente desigual. Os homens recompensam exageradamente as mulheres, e na imensa maioria das vezes muito antes delas terem feito por merecer esses benefícios. Elogiam, ofertam atenção, fazem favores, oferecem proteção, dão presentes, pagam bebidas, ouvem suas lamentações e frustrações, sucumbem as suas chantagens emocionais e aceitam sem reclamar as inúmeras e vexatórias exigências que elas fazem. Muito antes de sequer trocar uma palavra com a mulher, muitos paspalhos já estão de prontidão para carregar as compras dela até o carro, dar carona, trocar o pneu furado ou alimentar o seu ego com palavras bonitas e frases de efeito. Tudo isso de forma gratuita e contínua.

Já as mulheres agem exatamente da forma contrária. Punem excessivamente os homens, até mesmo quando não há nenhum motivo razoável para isso. Elas não dão atenção gratuitamente; não fazem favores para nós sem que tenhamos empreendido grande esforço para merecê-los; raramente nos elogiam; da noite para o dia começam a nos tratar mal sem motivo algum; brincam com nossos instintos sexuais, muito mais fortes e incontroláveis que os delas, como gatinhas brincam com um novelo de lã; destroem nossa confiança e auto-estima flertando conosco só para terem o prazer de nos rejeitar quando nos aproximamos, para depois contar para as amigas que dispensou mais um; amaldiçoam os homens comuns que se aproximam delas por não serem um Justin Bieber ou um vampiro voador, pálido e leitor de mentes que elas tanto sonham e esperam, dentre outras humilhações.

Um verdadeiro alfa sabe utilizar o sistema de forma equilibrada, racional e proveitosa. Como ele não encara a mulher como o prêmio, mas a si próprio, faz com que ela se esforce para conseguir a sua atenção, a sua proteção, a sua segurança, a sua companhia, pois sabe que os benefícios oriundos do esforço são muito mais valorizados do que os oferecidos gratuitamente. Se a mulher é atenciosa, carinhosa e subserviente com ele, então será recompensada com atenção, carinho e elogios, para que continue se comportando dessa forma. Se ela é birrenta, desrespeitosa, negligente e infantil, o alfa a castiga sendo indiferente, cancelando passeios e viagens, deixando de comprar presentes, passando dias sem ligar e nem aparecer. E só voltará a oferecer todos os privilégios e benefícios que uma mulher pode usufruir ao lado de um homem superior, quando ela voltar a ter o comportamento desejado.

Esse tipo de comportamento do alfa não deve admitir exceções. Quando a conduta da mulher passa por uma transformação injustificável e abrupta, seja por motivos hormonais, problemas emocionais ou pessoais, ela deve ter ciência que o alfa não admitirá que ele, completamente alheio a essas questões, seja crucificado. Pior ainda quando a mulher torna-se irascível e volúvel por futilidades e bobagens. Se o alfa é compreensivo, passivo e fraco nessas circunstâncias, está automaticamente estimulando a mulher a continuar se comportando assim sempre que tiver os seus caprichos ou desejos contrariados, e isso será um barril de pólvora, um foco perpétuo e indelével de instabilidade na relação.

Quando a mulher passa a perceber que suas chantagens emocionais, suas ameaças, sua hostilidade e sua negligência não estão surtindo o efeito desejado, ou seja, fazer com que o homem atenda suas exigências e caprichos; mas, ao contrário, estão apenas justificando uma ação enérgica e punitiva do alfa pelo injustificável desvio de conduta dela, ela começa a perceber a força da personalidade e o equilíbrio emocional do alfa, algo que, paradoxalmente, a deixa satisfeita por estar ao lado de um homem seguro, racional, equilibrado, e que sempre terá uma postura adequada às diversas situações enfrentadas.

Bismarck